A presença feminina em corporações operacionais segue despertando admiração, mas também expõe o preconceito ainda presente em parte da sociedade.
O que deveria ser reconhecimento virou ataque
Nos últimos dias, uma discussão nas redes sociais trouxe à tona algo incômodo, mas infelizmente ainda muito presente: a misoginia disfarçada de opinião.
O que deveria ser visto como demonstração de preparo, presença institucional e competência profissional acabou recebendo comentários que tentavam diminuir e ridicularizar mulheres que vestem a farda e exercem uma função essencial para a sociedade.
O uniforme representa preparo, disciplina, responsabilidade e serviço à população — valores que independem de gênero.
O mérito não tem gênero
Ser bombeiro exige disciplina, preparo técnico, resistência emocional e compromisso com a vida.
Mulheres que ingressam em corporações militares ou forças de segurança chegam ali porque estudaram, se prepararam e passaram por processos seletivos rigorosos.
Questionar sua presença apenas por serem mulheres não é crítica legítima. É preconceito.
Mulheres conquistam cada vez mais espaço em áreas operacionais da segurança pública.
O problema não é a farda. É a mentalidade.
Há algo revelador quando mulheres uniformizadas ainda são tratadas como se precisassem justificar sua presença.
Isso mostra que parte da sociedade ainda insiste em enxergar a mulher primeiro pelo gênero e só depois pela competência.
Profissionais da segurança pública devem ser avaliadas pela capacidade e pelo compromisso com o serviço à população.
Uma reflexão necessária
O debate não é apenas sobre bombeiras. É sobre respeito.
É sobre o direito de mulheres exercerem sua profissão sem serem diminuídas por isso.
Quando a competência de uma mulher incomoda mais do que inspira, o problema não está nela.
Conclusão
O Brasil precisa avançar não apenas em leis e instituições, mas também na cultura social.
O uniforme de um bombeiro representa serviço à vida. E isso não tem gênero.
Quem sou eu?
Samuel Sleiman Mouchaileh Neto
Administrador (CRA-PR nº 33.049) e Gestor Ambiental (CREA-PR nº PR-230587/D).
Líder comunitário em Ponta Grossa (PR), autor do livro Liderança Comunitária Descomplicada e articulador de iniciativas voltadas ao desenvolvimento social e cidadania.
Casos de violência extrema voltam a provocar indignação no país e levantam uma reflexão profunda sobre valores, respeito e o papel da sociedade na prevenção da barbárie.
Por Samuel Sleiman Mouchaileh Neto • Blog do Muka
Caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro provocou forte repercussão nacional e reacendeu debate sobre violência contra mulheres.
Um crime que ultrapassa o noticiário policial
O recente caso de estupro coletivo que ganhou repercussão nacional reacendeu um debate urgente no Brasil:
a violência contra mulheres e adolescentes e a responsabilidade social diante desse problema.
Mais do que um episódio isolado, crimes dessa natureza expõem um cenário preocupante que envolve
fatores culturais, sociais e educacionais que precisam ser enfrentados de forma direta.
A brutalidade desses atos gera revolta imediata na sociedade, mas também exige reflexão profunda sobre
os valores que sustentam a convivência humana.
Quando a violência deixa de chocar
Especialistas em segurança pública apontam que crimes extremos geralmente não surgem de forma repentina.
Eles costumam ser precedidos por ambientes onde o desrespeito é tolerado,
a dignidade humana é relativizada e a violência simbólica passa a ser normalizada.
Quando comportamentos abusivos são ignorados, quando a objetificação da mulher é tratada como entretenimento
e quando a humilhação vira piada, abre-se espaço para que limites morais sejam progressivamente ultrapassados.
Suspeito chega à delegacia durante investigação do caso que mobilizou autoridades e gerou indignação pública.
O que diz a legislação brasileira
No Brasil, o crime de estupro está previsto no Artigo 213 do Código Penal, que trata da violência sexual
contra a dignidade da pessoa.
Quando o crime ocorre de forma coletiva ou envolve circunstâncias agravantes,
as penas podem ser ainda mais severas.
No entanto, especialistas alertam que a legislação penal, por si só,
não resolve o problema estrutural da violência.
A punição é necessária, mas a prevenção exige mudanças mais profundas na cultura social.
Uma reflexão necessária
Casos de violência extrema provocam indignação, revolta e tristeza.
Mas eles também precisam servir como um alerta social.
Uma sociedade saudável não normaliza o desrespeito.
Ela protege os mais vulneráveis, valoriza a dignidade humana
e enfrenta com coragem qualquer forma de violência.
Quando o respeito deixa de ser princípio, a barbárie encontra espaço.
Conclusão
O enfrentamento da violência contra mulheres exige muito mais do que indignação momentânea.
Exige compromisso com educação, respeito, responsabilidade e consciência social.
O silêncio diante da violência também contribui para que ela continue existindo.
Que casos como este sirvam não apenas como notícia passageira,
mas como um chamado coletivo para reconstruir valores fundamentais da convivência humana.
Quem sou eu
Samuel Sleiman Mouchaileh Neto
Administrador (CRA-PR nº 33.049) e Gestor Ambiental (CREA-PR nº PR-230587/D).
Líder comunitário em Ponta Grossa (PR), atuando em iniciativas de desenvolvimento social, gestão pública e inovação comunitária.
Autor do livro “Liderança Comunitária Descomplicada” e pesquisador nas áreas de gestão pública,
participação social e desenvolvimento local.
A suspensão de um levantamento eleitoral reacendeu o debate sobre metodologia, isonomia e influência política, ao mesmo tempo em que expôs o avanço das articulações para o Governo do Estado e para o Senado.
Por Redação Blog do Muka Análise política com foco em gestão pública, governança e cenário pré-eleitoral no Paraná
A decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná de suspender a divulgação de uma pesquisa eleitoral contratada pelo PL recolocou no centro do debate um tema fundamental para a democracia: a credibilidade dos levantamentos de opinião. Mais do que uma disputa jurídica, o episódio revela que a corrida de 2026 já está em curso — não apenas nas ruas, mas também nos tribunais, nas estratégias partidárias e na construção de narrativas.
A controvérsia gira em torno da forma como alguns nomes foram apresentados no questionário. Segundo a decisão noticiada, determinados pré-candidatos apareciam associados a padrinhos políticos de forte apelo eleitoral, enquanto outros não recebiam o mesmo tratamento. Em outro ponto sensível, o senador Sergio Moro surgia em todos os cenários simulados de segundo turno, o que levantou questionamentos sobre possível desequilíbrio na exposição dos concorrentes.
O que está em jogo além da pesquisa?
Quando uma pesquisa é judicializada, a discussão deixa de ser apenas estatística. Ela passa a envolver isonomia eleitoral, transparência metodológica, influência sobre a opinião pública e integridade do processo democrático. Em linguagem simples: não se discute só quem está na frente, mas como a pergunta foi feita e que efeito isso produz no eleitor.
Sergio Moro aparece como um dos nomes mais fortes no tabuleiro do Governo do Paraná.
Quem são os nomes mais falados para o Governo do Paraná?
No campo do governo estadual, o nome mais citado no início de 2026 é o do senador Sergio Moro, que aparece com protagonismo nas movimentações políticas e em levantamentos recentes. Mas a situação está longe de ser simples. Apesar da força eleitoral, a viabilidade partidária de sua candidatura ainda depende de arranjos internos e da composição entre União Brasil e Progressistas.
Do lado governista, o grupo do governador Ratinho Junior continua sendo peça central da sucessão. Embora o PSD ainda trabalhe com cautela, três nomes são recorrentemente apontados como alternativas para representar a continuidade do projeto estadual: Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca. Cada um reúne atributos diferentes — capilaridade institucional, experiência política ou recall administrativo.
Na oposição, Requião Filho também se mantém no radar como pré-candidato e tenta consolidar um campo alternativo com discurso crítico ao grupo governista e ao avanço de Moro. Em paralelo, Paulo Martins corre por fora e busca espaço em um cenário ainda marcado por indefinições.
Sergio Moro
Nome de maior tração no debate inicial sobre o Governo do Paraná, mas ainda cercado por negociações partidárias decisivas.
Requião Filho
Busca ocupar o campo oposicionista e aparece como um dos nomes mais lembrados nos cenários alternativos ao bloco governista.
Ratinho Junior
Mesmo sem ser o candidato da sucessão estadual até aqui, segue como principal fiador do bloco governista e ator central na escolha do sucessor.
E no Senado, quem já se movimenta?
A disputa pelo Senado também começou a ganhar contornos mais nítidos. Entre os nomes com maior circulação política estão Gleisi Hoffmann, Filipe Barros, Álvaro Dias e Cristina Graeml, além de outros atores que ainda avaliam o melhor posicionamento dentro das chapas majoritárias.
Gleisi entra no xadrez como nome estratégico para fortalecer o palanque de Lula no Paraná. Filipe Barros tenta ocupar o espaço da direita bolsonarista. Álvaro Dias reaparece como figura experiente, com peso histórico e forte lembrança do eleitorado. Já Cristina Graeml depende diretamente da configuração do campo ligado a Moro e das definições da federação partidária.
Na prática, isso significa que a eleição de 2026 no Paraná não será apenas uma disputa de nomes, mas uma batalha entre campos políticos, alianças nacionais e capacidade de montagem de chapa.
Gleisi Hoffmann é um dos nomes mais citados na articulação para o Senado em 2026.
O que isso ensina sob a ótica da gestão pública?
Na gestão pública, o debate sobre pesquisas eleitorais não é periférico. Ele toca em princípios essenciais como transparência, impessoalidade, equilíbrio institucional e confiança pública. Uma democracia saudável exige que a informação chegue ao cidadão com critérios técnicos claros e sem indução.
Quando a Justiça intervém para suspender a divulgação de uma pesquisa, o recado institucional é forte: método importa. Não basta publicar números. É preciso garantir que o desenho do questionário, a construção dos cenários e a exposição dos nomes respeitem parâmetros mínimos de neutralidade.
Também há um segundo recado, menos jurídico e mais político: os grupos já estão em movimento. Com calendário eleitoral avançando, pré-candidatos precisam observar prazos de desincompatibilização e construir viabilidade real dentro de seus partidos e federações. Ou seja, a campanha pode ainda não ter começado oficialmente, mas o planejamento dela já está em marcha.
Resumo do cenário hoje
O TRE-PR suspendeu a divulgação de uma pesquisa por questionamentos sobre isonomia e neutralidade.
Sergio Moro segue como nome de maior protagonismo no debate do governo.
Ratinho Junior continua como o principal articulador do campo governista.
Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca seguem no radar da sucessão.
Requião Filho tenta consolidar o campo de oposição no governo.
No Senado, Gleisi Hoffmann, Filipe Barros, Álvaro Dias e Cristina Graeml aparecem entre os nomes mais observados.
O cenário ainda é pré-eleitoral, sujeito a mudanças rápidas, alianças e reacomodações partidárias.
Conclusão da Redação
A suspensão da pesquisa não encerra o debate. Ao contrário: ela amplia a atenção sobre a disputa de 2026 e mostra que, no Paraná, a sucessão estadual já entrou em fase de tensão estratégica. O eleitor, por sua vez, precisa observar menos o barulho das manchetes e mais a qualidade da informação, a consistência das alianças e a capacidade real de cada nome para governar.
No fim das contas, o jogo eleitoral não se resume a quem aparece melhor em uma fotografia momentânea. Ele depende de estrutura partidária, tempo, narrativa, credibilidade e capacidade de dialogar com um Paraná que cobra resultado, estabilidade e gestão.
A presente análise foi elaborada a partir de informações solicitadas pelo Blog do Muka
junto ao Município de Ponta Grossa, referentes às contratações de serviços de segurança
privada realizadas por diferentes secretarias municipais.
Com base no material oficial disponibilizado pela administração pública — incluindo
processos administrativos, atas de registro de preços, contratos e dados públicos —
foi realizada uma análise técnica minuciosa, orientada por critérios de
gestão pública, planejamento administrativo e eficiência no uso do dinheiro público.
A partir desse conjunto de informações, tornou-se possível identificar padrões de
contratação, volumes financeiros envolvidos e a forma como a segurança privada vem
sendo utilizada pelo Município, conduzindo às conclusões apresentadas nesta matéria.
1. A contratação de segurança privada
O Município de Ponta Grossa realizou o Pregão Eletrônico nº 136/2025,
por meio do Sistema de Registro de Preços, que resultou na
Ata de Registro de Preços nº 087/2026, com valor global estimado em
R$ 2.103.544,00, destinada à contratação de serviços de segurança
privada patrimonial e de apoio a eventos.
Do ponto de vista formal, o procedimento licitatório é
regular, público e compatível com a legislação vigente.
Não se questiona, portanto, a legalidade da contratação.
O foco desta análise é a coerência do planejamento administrativo
e a racionalidade no uso de recursos públicos, especialmente diante da existência
de uma estrutura municipal de segurança armada e em expansão.
2. Contratações de segurança privada por secretaria
A documentação analisada demonstra que a contratação de segurança privada
não está concentrada em uma única secretaria,
mas distribuída entre diferentes centros de custo da administração municipal,
todos vinculados à mesma Ata de Registro de Preços.
2.2 Secretarias participantes e valores
Secretaria / Centro de Custo
Horas previstas
Valor estimado
Secretaria Municipal de Turismo
50 horas
R$ 1.450,00
Secretaria Municipal de Cultura
50 horas
R$ 1.450,00
Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SMAPA)
500 horas
R$ 14.500,00
Reserva Administrativa (Administração Geral)
21.926 horas
R$ 635.854,00
O quantitativo global da Ata totaliza 72.536 horas,
com valor estimado de R$ 2.103.544,00.
Do ponto de vista técnico, chama atenção a elevada concentração de horas
na Reserva Administrativa, o que amplia a flexibilidade de uso do contrato,
mas também exige planejamento integrado, controle rigoroso e justificativas técnicas
claras para cada requisição.
3. Investimentos e fortalecimento da Guarda Municipal
Paralelamente à contratação de segurança privada, o Município vem realizando
investimentos expressivos na Guarda Municipal, incluindo armamento,
munições, equipamentos e ampliação do efetivo.
Em janeiro de 2026, a Prefeitura de Ponta Grossa divulgou oficialmente a entrega
de novas armas à Guarda Civil Municipal, reforçando sua capacidade operacional.
A própria Prefeitura disponibiliza estatísticas oficiais sobre a atuação
da Guarda Municipal, com registros periódicos de ocorrências, atendimentos e ações
operacionais.
A contratação de segurança privada em Ponta Grossa é
formalmente legal.
Contudo, do ponto de vista da gestão pública, a análise revela
fragilidade no planejamento integrado,
especialmente diante dos investimentos realizados na Guarda Municipal.
O risco identificado não é jurídico, mas de
ineficiência na alocação de recursos públicos,
decorrente da ausência de alinhamento entre a política de segurança pública
e as decisões administrativas de contratação.
⚠️ Atenção: contratação paralela fora do Pregão Eletrônico
Durante a análise documental, foi identificada a existência de uma
contratação direta por dispensa de licitação,
formalizada por meio da Dispensa nº 01/2026,
que não integra o Processo SEI nº 005966/2026,
referente ao Pregão Eletrônico nº 136/2025.
A contratação teve como objeto a prestação de serviços de segurança
ostensiva desarmada para a Festa da Uva 2026,
vinculada à Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
com valor total de R$ 124.432,00, fundamentada no
art. 75, inciso VIII, da Lei nº 14.133/2021.
Embora a contratação por dispensa seja juridicamente prevista,
sua ocorrência em paralelo a um processo licitatório já existente
reforça a necessidade de planejamento integrado
e de avaliação técnica sobre a utilização dos instrumentos disponíveis,
incluindo a Ata de Registro de Preços e a capacidade operacional
da Guarda Municipal.
Documento oficial de Dispensa de Licitação nº 01/2026 referente à
contratação de segurança ostensiva desarmada para a Festa da Uva 2026 pela
Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – USN Segurança Privada LTDA.
Especialista em Gestão Pública e em Gestão Estratégica de Pessoas e Inovação.
Graduando em Gestão Pública com ênfase municipal pela Universidade Estadual do Oeste
do Paraná (UNIOESTE).
2026 Começou: Obras e o Orçamento de R$ 2 Bilhões em Ponta Grossa
Janeiro é mês de planejar e, acima de tudo, fiscalizar. Com um orçamento recorde aprovado para este ano, o Blog do Muka traz os pontos principais que todo cidadão precisa acompanhar.
🚜 Infraestrutura e Bairros
Núcleo Borsato: Frentes de pavimentação já anunciadas para este mês.
Ouro Verde e Santa Tereza: Investimento previsto de R$ 16 milhões para melhorias viárias.
🏥 Saúde Pública
A transição da Fundação para a Secretaria Municipal de Saúde promete agilizar processos. Além disso, a Carreta da Oftalmologia segue no Parque Ambiental com foco em reduzir filas de espera.
📢 A Palavra é Sua!
O Blog do Muka vai seguir acompanhando cada centavo desse orçamento.
No seu bairro o asfalto chegou? A iluminação funciona?
A Prefeitura de Ponta Grossa publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (14) um novo edital de
autos de infração por falta de limpeza de imóveis urbanos, além do lançamento da
taxa de limpeza e/ou taxa de roçada.
O documento notifica proprietários de diversos terrenos e imóveis que foram autuados por
descumprimento da legislação municipal, que exige a manutenção adequada dos terrenos,
incluindo a roçada periódica e a destinação correta de resíduos.
Notificação e prazo para regularização
De acordo com o edital, os responsáveis receberam inicialmente um
auto de notificação, com prazo de 10 dias para realizar a limpeza dos imóveis.
No entanto, diante da não execução do serviço dentro do período estipulado, houve a emissão do
auto de infração.
Valores das multas e taxas
As multas aplicadas variam conforme o tipo, a área e a situação do imóvel. Os valores vão de:
R$ 1.815,60
até R$ 104.466,36
Além da multa, a taxa de roçada é calculada de acordo com a metragem do terreno e a
complexidade do serviço, podendo ultrapassar R$ 24 mil em imóveis de grande porte.
Desconto e cobrança pelo Município
Caso o proprietário realize a limpeza dentro do prazo estabelecido após a autuação, a multa pode ser
quitada com desconto de 50%.
Se não houver regularização, o Município executa o serviço de limpeza e roçada, cobrando do responsável
a multa integral somada às taxas correspondentes.
A Prefeitura reforça que a manutenção dos terrenos é fundamental para evitar problemas como
proliferação de insetos, riscos à saúde pública e transtornos à vizinhança.
O debate seletivo sobre ciência, medicamentos e prioridades sociais
Por Samuel Sleiman — Jornalismo e Análise Social | Blog do Muka
A relação contraditória da sociedade com medicamentos, ciência e estética.
O debate em torno do uso de medicamentos como o Mounjaro expõe uma contradição cada vez mais evidente
no comportamento social contemporâneo: a seletividade na forma como a ciência é aceita, questionada
ou rejeitada.
Quando o assunto são vacinas, políticas públicas de saúde ou ações coletivas, parte significativa da
população reage com desconfiança. Exige estudos, questiona intenções, suspeita de interesses econômicos
e politiza decisões técnicas. Em muitos casos, a ciência passa a ser tratada como opinião.
No entanto, quando o tema é estética, emagrecimento rápido ou adequação a padrões corporais, a postura
muda radicalmente. O questionamento desaparece. A prescrição informal é relativizada. O risco passa a
ser considerado aceitável — desde que o resultado seja visível e imediato.
Essa incoerência não diz respeito apenas ao medicamento em si, mas ao valor que a sociedade atribui
ao corpo, à aparência e à validação social. O que deveria ser uma discussão séria sobre saúde,
acompanhamento médico e critérios técnicos acaba reduzido a uma lógica de consumo.
Questionar é saudável. Desconfiar também faz parte do exercício democrático. O problema surge quando
esse questionamento é aplicado de forma seletiva — rigoroso para o que é coletivo e permissivo para
o que atende desejos individuais.
O jornalismo, a saúde pública e a gestão responsável têm um papel fundamental nesse cenário:
recolocar o debate no eixo da coerência, da informação qualificada e da responsabilidade social.
Não se trata de demonizar medicamentos ou impor verdades absolutas, mas de exigir o mesmo critério
para todas as decisões que envolvem risco, ciência e vida.
A ciência não pode ser confiável apenas quando convém.
Administrador Social, líder comunitário, consultor institucional e editor do
Blog do Muka. Atua com análise política, gestão pública,
controle social, projetos do terceiro setor e comunicação institucional,
sempre com foco em transparência, responsabilidade pública e desenvolvimento social.
Valor venal, Planta Genérica de Valores e a adequação dos municípios ao novo sistema tributário (IVA Dual)
O reajuste do IPTU em Ponta Grossa voltou a gerar dúvidas, críticas e questionamentos entre os contribuintes.
Muitos moradores afirmam que seus imóveis não passaram por qualquer alteração e, ainda assim,
o valor do imposto aumentou.
A sensação é compreensível. No entanto, o IPTU não incide apenas sobre a construção em si,
mas sobre um conjunto de fatores que envolvem localização, infraestrutura urbana,
valor de mercado e políticas fiscais do município.
Nos últimos anos, esse debate ganhou um novo elemento: a reforma tributária
e a transição para o chamado IVA Dual, que tem impactado diretamente
o planejamento financeiro das cidades brasileiras.
Correção monetária: o reajuste anual
Um dos fatores do aumento do IPTU é a aplicação anual da
correção monetária, normalmente baseada em índices oficiais de inflação,
como o IPCA.
Tecnicamente, essa atualização não é considerada aumento real,
mas um mecanismo para evitar a perda do poder de arrecadação do município
diante da inflação acumulada.
Valor venal e a Planta Genérica de Valores (PGV)
O IPTU é calculado com base no valor venal do imóvel,
definido pela Planta Genérica de Valores (PGV),
que estabelece quanto valem os imóveis em cada região da cidade.
Quando a PGV é atualizada, bairros que passaram por valorização urbana
acabam tendo uma base de cálculo maior. Essa valorização pode decorrer de:
pavimentação e obras viárias;
melhorias em iluminação pública e drenagem;
expansão comercial e de serviços;
crescimento urbano e adensamento populacional.
Mesmo que o imóvel não tenha sofrido reformas,
a valorização do entorno influencia diretamente no imposto.
A reforma tributária e o IVA Dual
A reforma tributária aprovada no Brasil criou um novo modelo de tributação
sobre o consumo, conhecido como IVA Dual,
composto pela CBS (federal) e pelo
IBS (estadual e municipal).
Esse sistema substituirá gradualmente tributos como o ISS e o ICMS,
que hoje representam parcela relevante das receitas públicas.
Durante o período de transição, os municípios precisam demonstrar
organização fiscal, base cadastral atualizada e capacidade arrecadatória própria.
Nesse cenário, a atualização do IPTU e do valor venal dos imóveis
passa a ser uma medida técnica de adequação,
necessária para que cidades como Ponta Grossa:
mantenham equilíbrio financeiro;
evitem perda de repasses futuros;
consigam planejar políticas públicas de médio e longo prazo.
Importante:
A adequação do IPTU ao novo contexto tributário não tem como objetivo exclusivo
aumentar a carga sobre o cidadão, mas alinhar a base de cálculo
à realidade urbana e às exigências do sistema nacional.
O direito do contribuinte
O contribuinte tem o direito de solicitar
revisão do valor venal sempre que identificar
erros cadastrais, avaliações incompatíveis com a realidade do imóvel
ou ausência de critérios claros.
Transparência, acesso à informação e canais efetivos de contestação
são fundamentais para garantir justiça tributária.
O desafio de Ponta Grossa — assim como o de outros municípios —
é equilibrar a necessidade de adequação fiscal ao novo sistema tributário
com a realidade econômica da população.
O debate sobre o IPTU precisa ir além da polarização
e avançar para critérios técnicos, comunicação clara
e responsabilidade institucional.
Sobre o autor
Samuel Sleiman Mouchaileh Neto
Administrador Social, Líder Comunitário e consultor em gestão institucional
e políticas públicas. Atua na análise de orçamento público,
justiça fiscal, desenvolvimento local e transparência.
Blog do Muka • Opinião
28/12/2025
Política • Voto • Consciência
Meu voto é um recado: menos distração, mais resultado
Em ano pré-eleitoral, muita gente quer te empurrar emoção. Eu prefiro responsabilidade, coerência e prioridade:
o que muda a vida do povo de verdade.
Política é coisa séria — e o voto também • Blog do Muka
Tem hora que o Brasil parece um grande palco: muita fala, muita pose, muito “corta-fita”…
e pouco compromisso com o essencial. E é justamente por isso que eu escrevo este texto:
porque voto não é torcida. Voto é ferramenta.
Meu critério é simples: eu observo quem entrega, quem respeita o dinheiro público,
quem enfrenta os problemas reais e quem não tenta me tratar como plateia.
1) O voto que eu defendo: consciente e sem “histeria seletiva”
A política vive tentando escolher por você o que deve te indignar.
Um dia é slogan, outro dia é polêmica fabricada, outro dia é “escândalo do momento”.
Só que enquanto isso, tem tema que não pode virar ruído:
saúde, segurança, inflação, emprego, educação, infraestrutura e transparência.
Eu não compro distração como se fosse prioridade.
Minha prioridade é vida real: a fila, o posto, o remédio, a rua, a escola, o trabalho.
2) Política não é “meme”: é consequência
Quem acha que voto é só opinião do dia, esquece de uma coisa:
governo é decisão que chega na ponta. E quando chega, chega com boleto:
no imposto, no preço do mercado, na tarifa, no atendimento, no serviço.
Checklist do meu voto (sem romantismo)
Entrega: o que foi feito, comprovável e útil?
Coerência: o discurso bate com a prática?
Transparência: presta contas ou se esconde atrás de marketing?
Prioridade: resolve o essencial ou vive de polêmica?
Respeito: trata o povo como cidadão ou como torcida?
3) O que eu não aceito mais: apropriação, atalho e propaganda
Eu não aceito “sequestrar mérito” nem vender evento como se fosse obra.
Obra pública tem dono: a população.
E tem obrigação: ser entregue com verdade, clareza e responsabilidade.
Se uma narrativa precisa forçar a barra, atacar a inteligência do povo ou esconder contexto,
então não é informação: é propaganda.
Meu recado final
Eu não quero um país guiado por “viral do dia”.
Eu quero um país guiado por resultado, verdade e coragem para encarar o que importa.
E eu vou votar — e falar de voto — com esse compromisso.
Convite ao leitor: antes de escolher, compare fatos, leia fontes diferentes,
desconfie de recortes e pergunte: isso melhora a vida do povo?
Nota: este é um texto opinativo. A intenção é incentivar reflexão e voto consciente,
com respeito a divergências.
Sobre o autor
blogdomuka.com.br
Samuel Sleiman Mouchaileh Neto (Muka)
Administrador Social e Líder Comunitário em Ponta Grossa (PR). Atua com comunicação pública,
projetos sociais e análise de temas locais e nacionais, com foco em transparência,
gestão pública, direitos sociais e cidadania.
Blog do Muka • Utilidade pública
Atualizado: 12/12/2025
📱 Serviço digital🪪 CNH Digital🧩 gov.br
Tem novidade na habilitação: o aplicativo “CNH do Brasil” chega como evolução do que muita gente conheceu como
Carteira Digital de Trânsito (CDT). Na prática, a proposta é simplificar o acesso à sua CNH no celular e concentrar serviços em um único lugar.
Importante: este conteúdo é um guia prático, em linguagem simples. As telas e nomes podem variar um pouco conforme atualizações do aplicativo e regras do seu Detran.
✅ Passo a passo para acessar o novo aplicativo
Baixe ou atualize o app
Procure por “CNH do Brasil” na loja do seu celular (Android ou iPhone). Se você já usava a CDT, o caminho costuma ser apenas atualizar.
Faça login com sua conta gov.br
Entre com CPF e senha do gov.br. Se necessário, finalize a validação de segurança/identidade.
Abra a área do condutor
Vá em Condutor (ou menu equivalente) para ver as opções ligadas à CNH.
Ative/baixe a CNH Digital
Siga o fluxo para adicionar a CNH ao aplicativo. Pode ser solicitado reconhecimento facial/biometria.
Pronto: CNH no celular
Depois de ativada, a CNH fica disponível para consulta e apresentação quando necessário.
📌 Guia visual
Infográfico com as telas do app e o caminho mais comum para acessar recursos da habilitação.
🧠 Dúvidas rápidas
Precisa internet para mostrar a CNH?
Em geral, depois de ativada no celular, a CNH digital costuma ficar acessível no aparelho. Ainda assim, é recomendado manter o app atualizado e o celular com bateria.
A CNH digital vale como documento?
A CNH digital é aceita como documento, mas siga as orientações do seu estado e das autoridades de trânsito em situações específicas.
Por Samuel Sleiman Mouchaileh Neto (Muka)
Administrador Social e Líder Comunitário • Ponta Grossa/PR
No Blog do Muka, a gente traduz o “complicado” para o “entendível” — com utilidade pública, orientação prática e informação que ajuda de verdade no dia a dia.
Painel de Investimentos Municipais em Educação, do TCE-PR, disponível no Portal Informação para Todos (PIT).
Paranaenses já podem fiscalizar investimentos em Educação; ferramenta escancara números de Ponta Grossa, uniformes e merenda
PONTA GROSSA (PR) – Um painel interativo do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) promete mudar a forma como a população acompanha os gastos com Educação. E, em Ponta Grossa, a ferramenta chega em meio a um histórico de polêmicas com uniformes escolares, terceirização de merendeiras e a nova licitação da merenda, que também será terceirizada.
Natal em Ponta Grossa: quando a arte encontra a cidade real
Entre a beleza da foto, o esforço de quem trabalha de madrugada e o cotidiano de quem precisa circular pelo Centro,
surge um debate necessário sobre arte, mobilidade e qualidade de vida.
A foto de Henry Milléo que circula nas redes sociais mostra, sem dúvida,
um grande esforço de produção: luzes, estruturas metálicas, banners gigantes,
cores fortes e uma mensagem institucional que toma conta da principal via do Centro de Ponta Grossa.
Em postagem recente, o secretário de Cultura, Alberto Portugal,
lembrou que por trás dessa imagem existem meses de planejamento, estudos,
discussões com fornecedores, equipes que viram a madrugada trabalhando e
profissionais de engenharia, arquitetura, comunicação e arte envolvidos.
Reconhecer esse esforço é o mínimo que se espera de qualquer debate honesto:
ninguém está questionando a dedicação dos trabalhadores.
“Gosto é subjetivo, e todo mundo tem direito pleno de opinar. Estranho seria se
345 mil pessoas concordassem que ficou bonito.”
Gosto é subjetivo, mas a cidade é objetiva
É verdade: gosto é subjetivo. Ninguém espera que 345 mil pessoas pensem da mesma forma.
Alguns vão achar a decoração linda, outros vão achar pesada, escura ou exagerada.
Essa divergência faz parte da arte e da democracia.
Porém, quando a arte sai da galeria e entra na rua, ela deixa de ser apenas uma expressão estética
e passa a ser também uma decisão de política urbana.
Aí, o debate não é só sobre “ficar bonito na foto”, mas sobre como isso impacta a vida real das pessoas:
a mobilidade de quem precisa circular pelo Centro;
as vagas de estacionamento que deixam de existir justamente no mês mais movimentado para o comércio;
a experiência de quem caminha, dirige, trabalha e consome na região;
a sensação de segurança visual e conforto, principalmente à noite.
Uma decoração bonita, mas pesada e escura
Observando a imagem, a decoração impressiona pela grandiosidade, mas também
chama atenção por ser visualmente pesada:
predomínio de vermelho e verde escuros, com grandes massas de cor;
painéis enormes com pouco “respiro” visual;
iluminação majoritariamente quente, com pouco contraste de luz branca.
O resultado é um cenário que, embora organizado, fica denso e carregado,
principalmente quando somado ao trânsito intenso, às luzes dos semáforos
e aos anúncios das lojas. Para muitos moradores, o sentimento não é de
“magia natalina”, mas de poluição visual.
Quando a estrutura ocupa a cidade
Outro ponto que não pode ser ignorado é a ocupação de vagas de estacionamento.
As estruturas metálicas e os pórticos avançam sobre áreas que, em outros períodos do ano,
servem para parar o carro, embarcar idosos, descarregar mercadorias
ou facilitar o acesso de pessoas com mobilidade reduzida.
Em dezembro, o comércio precisa de fluxo, rotatividade e facilidades para o consumidor.
Tirar vagas em nome da decoração é uma escolha que tem consequências econômicas e sociais concretas.
É legítimo que comerciantes, motoristas e moradores se perguntem:
valeu a pena esse custo?
A cidade que sente também tem o direito de falar
O secretário dedica a imagem a um colega arquiteto e diz que “a gente não vive pra ver, vive pra sentir”.
Eu concordo: a cidade é, antes de tudo, um lugar de sensações.
Mas é justamente por isso que as sensações de quem vive o Centro todos os dias também precisam ser respeitadas.
Quem enfrenta filas, congestionamento, falta de vaga, dificuldade para descer com uma criança
ou com um idoso, também sente. E o sentimento de parte da população é claro:
a decoração, do jeito que foi montada,
ficou bonita nas fotos oficiais, mas pesada, escura e pouco funcional
para o cotidiano da cidade.
Arte que provoca, diálogo que constrói
A arte, como disse o próprio secretário, “provoca e reflete a alma dos homens”.
Se provoca, precisa estar aberta à crítica. Se reflete a cidade,
precisa enxergar não apenas o olhar de quem projeta, mas também de quem
vive e paga por aquela intervenção.
Não se trata de negar o trabalho feito, nem de desmerecer os profissionais envolvidos.
Trata-se de algo maior: pensar o Natal de Ponta Grossa como uma experiência
que una beleza, funcionalidade e participação popular.
Para os próximos Natais
Fica o desejo de que, nos próximos anos, o planejamento da decoração natalina envolva:
mais luz, mais leveza e menos peso visual;
soluções que não sacrifiquem tantas vagas de estacionamento;
diálogo com comerciantes, moradores e entidades de mobilidade urbana;
descentralização dos enfeites, levando o espírito de Natal também aos bairros.
Ponta Grossa é, sim, uma cidade linda. E justamente por amar essa cidade,
é nosso dever apontar o que pode melhorar.
Porque a verdadeira “Feliz Cidade” não é a que só fica bonita na foto,
mas a que consegue conciliar arte, respeito ao espaço público
e qualidade de vida para quem mora aqui.
Este texto é uma reflexão independente, feita a partir da imagem
e das manifestações públicas sobre a decoração de Natal no Centro de Ponta Grossa.
Sobre o autor
Samuel Sleiman Mouchaileh Neto é Administrador Social,
líder comunitário, escritor e articulador de políticas públicas em Ponta Grossa.
Fundador de projetos sociais e culturais, atua na defesa da qualidade de vida nos bairros
e no fortalecimento de ações comunitárias.
Autor do livro Liderança Comunitária Descomplicada,
colunista do Blog do Muka e ativista por políticas públicas eficientes,
humanas e descentralizadas.
O Brasil que Perdemos — e o Brasil que Podemos Reconstruir
Por Samuel Sleiman Mouchaileh Neto
República x Monarquia: uma reflexão sobre o sistema político que molda o futuro do Brasil.
Não há o que comemorar quando observamos que o Brasil trilhou um caminho distante daquele que poderia ter seguido. A ruptura de 1889 não apenas encerrou um ciclo; ela interrompeu um futuro. Um futuro de estabilidade, continuidade institucional, desenvolvimento e equilíbrio entre os poderes. Um futuro sacrificado por interesses particulares, por articulações de bastidores e por um golpe que ignorou o povo, a nação e as próximas gerações.
E até hoje, mais de um século depois, ainda colhemos os frutos amargos dessa decisão.
A Ruptura de 1889: Quando o Brasil Perdeu Seu Eixo
A Proclamação da República foi vendida como avanço, mas instaurou de forma abrupta um modelo político sem identidade institucional. Deixamos um regime estável, com décadas de paz interna, para um experimento marcado por:
sucessivos golpes;
fechamento de Congresso;
estados de sítio;
populismo personalista;
hiperconcentração de poder no Executivo.
Desde então, o país busca um equilíbrio que nunca reencontrou.
A Monarquia Constitucional: Um Modelo que Entregava Estabilidade
A Monarquia Parlamentarista Constitucional adotada pelo Brasil Imperial não era absolutista. Era moderna, flexível e alinhada ao que hoje vemos nas nações mais desenvolvidas do mundo.
O que esse sistema oferecia?
Estabilidade
Trocas de governo sem rupturas ou crises institucionais.
Equilíbrio entre os Poderes
O Imperador não governava; ele moderava, garantindo neutralidade e estabilidade.
Continuidade de Projetos
O Brasil tinha direção e planejamento de longo prazo.
Desenvolvimento Real
Na época, o Brasil liderava indicadores econômicos e sociais na América Latina.
Não é nostalgia. É reconhecer que a estrutura institucional funcionava.
A República: Um Século de Instabilidade
Com o presidencialismo, o Brasil entrou em um ciclo permanente de disputas de poder: renúncias, impedimentos, rupturas, polarização e judicialização excessiva da política.
O resultado tem sido:
Estados fracos;
falta de poder moderador;
crises políticas recorrentes;
mudanças bruscas de direção a cada governo;
instabilidade econômica e institucional.
Um país que muda de rumo a cada quatro anos não constrói futuro — apenas gerencia crises.
O Caminho de Volta Não É Sobre o Passado — É Sobre o Futuro
Discutir a Monarquia Parlamentarista Constitucional não é idealizar o passado. É buscar um modelo que ofereça o que o Brasil mais precisa hoje: equilíbrio, estabilidade e maturidade institucional.
Um sistema parlamentarista com Chefe de Estado neutro e Chefe de Governo substituível sem rupturas pode devolver ao país:
segurança jurídica;
continuidade de projetos;
ordem institucional;
justiça social;
desenvolvimento de longo prazo.
Enquanto Isso, Nosso Papel Permanece o Mesmo
Até que o país reencontre seu eixo institucional, cabe a nós manter viva:
a fé;
a esperança;
a responsabilidade individual;
o trabalho comunitário;
o compromisso com o bem comum.
A transformação do Brasil começa em cada rua, cada bairro e cada comunidade.
Conclusão: O Brasil de Verdade Ainda É Possível
Não há o que comemorar quando lembramos o futuro que perdemos. Mas há muito o que construir quando enxergamos o futuro que ainda podemos recuperar.
Quando o Brasil reencontrar seu equilíbrio institucional — seja pela modernização do sistema político ou por um novo modelo parlamentarista — retomaremos o caminho da ordem, da justiça e da prosperidade.
Até lá, seguimos firmes: com fé, esperança e propósito.
Câmara dos Deputados debate política nacional de atendimento às pessoas com fibromialgia
·
Da Redação – Blog do Muka
Audiência pública discutirá a implementação da Política Nacional de Atendimento às Pessoas com Fibromialgia.
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realizará na próxima
terça-feira (11), às 17h, uma audiência pública para discutir a implementação da
Lei nº 15.176/2025, que institui a Política Nacional de Atendimento às Pessoas com Fibromialgia.
O debate foi solicitado pelos deputados Dr. Jaziel (PL-CE) e Paulo Folletto (PSB-ES) e acontecerá no
Plenário 7, em Brasília. A iniciativa busca garantir que a nova legislação seja aplicada de forma integrada entre
União, estados e municípios, beneficiando milhões de brasileiros que convivem com a condição.
Por que isso importa
A fibromialgia é uma condição crônica e incapacitante, caracterizada por dores generalizadas, fadiga e hipersensibilidade,
afetando a qualidade de vida e a capacidade de trabalho de quem convive com o diagnóstico.
Pontos centrais em discussão
Acesso ao diagnóstico no SUS e encaminhamento ágil;
Tratamento multidisciplinar contínuo e baseado em evidências;
Fornecimento de medicamentos e protocolos clínicos;
Reabilitação e reinserção social com apoio psicossocial;
Capacitação de profissionais de saúde e criação de centros de referência;
Articulação entre União, estados e municípios para efetividade da lei.
Plenário 7 sediará o debate às 17h do dia 11/11.
Serviço
O quê: Audiência pública sobre a Política Nacional de Atendimento às Pessoas com Fibromialgia
Quando:
Onde: Plenário 7 – Câmara dos Deputados (Brasília)
Transmissão: Portal da Câmara dos Deputados
Proponentes: Dep. Dr. Jaziel (PL-CE) e Dep. Paulo Folletto (PSB-ES)
Fonte e reprodução
Conteúdo baseado em informações da Agência Câmara Notícias.
A reprodução é autorizada desde que citada a assinatura “Agência Câmara Notícias”.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta terça-feira, 4 de novembro de 2025, a lei 22.763/2025, que cria o programa CNH Social no Paraná. A iniciativa, coordenada pelo Detran-PR, garante gratuidade na formação e na obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além de inclusão ou mudança de categoria para pessoas em situação de vulnerabilidade.
O programa busca reduzir desigualdades e ampliar oportunidades de trabalho ao custear a 1ª habilitação e a mudança de categoria para motoristas de baixa renda. A gestão e a regulamentação ficam a cargo do Detran-PR, que definirá diretrizes, credenciará Centros de Formação de Condutores (CFCs) e publicará editais com as vagas.
Modalidades do programa
As quatro trilhas de atendimento previstas na lei 22.763/2025
Modalidade
Para quem
Detalhes
Habilita
Quem busca a primeira CNH
Categorias A (moto) e B (carro).
Profissionaliza
Condutores já habilitados
Adição de C, D ou E, com cursos especializados (escolar, emergência e outros).
CNH nas Escolas
Alunos/egressos da rede estadual
Reserva 10% das vagas de 1ª habilitação para quem cursou todo o ensino médio na rede pública estadual.
Mais Mulheres na Direção
Mulheres
Reserva 10% das vagas para 1ª habilitação e pelo menos 50% das vagas para mudança para C/D/E.
Cotas e inclusão:5% das vagas são destinadas a pessoas com deficiência (PCD).
Quem pode participar (critérios)
Renda familiar de até 3 salários mínimos;
Residência no Paraná há pelo menos 12 meses e no município onde o benefício será concedido;
Inscrição no CadÚnico (Cadastro Único federal);
Não possuir restrição do direito de dirigir (CNH suspensa/cassada).
O que o programa cobre
O CNH Social isenta todas as taxas ligadas ao processo de habilitação: exames médicos e psicológicos, cursos teórico-práticos, provas e demais procedimentos. A inclusão do EAR (Exercício de Atividade Remunerada) também é gratuita. O investimento anual previsto é de R$ 2,8 milhões, custeado pelo Detran-PR.
Previsão de cronograma
04/11/2025: sanção da lei 22.763/2025;
Regulamentação: feita pelo Detran-PR (diretrizes e credenciamento dos CFCs);
Primeiro edital: previsão ainda em 2025, com 5 mil vagas iniciais;
Início das aulas: estimado para 2026.
Como participar
Atenção: a seleção ocorrerá via edital do Detran-PR. Enquanto o edital não sai, mantenha seu CadÚnico atualizado e documentação pessoal em dia.
Aguarde a publicação do edital no site do Detran-PR;
Leia os critérios e documentos exigidos (comprovantes de renda, residência, CadÚnico etc.);
Inscreva-se na modalidade adequada (Habilita, Profissionaliza, CNH nas Escolas, Mais Mulheres);
Acompanhe resultados, prazos para matrícula e início das aulas no CFC credenciado.
Lei amplia compra da agricultura familiar para o PNAE
Publicado em 07 de outubro de 2025 | Por Blog do Muka
Imagem ilustrativa de merenda escolar
Foi sancionada a Lei nº 15.226/2025, que reforça o vínculo entre a agricultura familiar e a merenda escolar no Brasil. A partir de 1º de janeiro de 2026, o PNAE deverá reservar ao menos 45% de seus recursos para compras diretas de agricultores familiares, assentamentos e comunidades tradicionais.
Principais mudanças trazidas pela lei
A nova norma amplia o percentual anterior de 30% para 45%, buscando fortalecer a produção local e valorizar agricultores que estão mais próximos das escolas.
Essa mudança representa um incremento substancial de investimento direto na economia rural local.
“O PNAE é um eixo essencial para garantir segurança alimentar e nutricional, promovendo alimentação saudável, valorizando a cultura local e impulsionando a economia das pequenas comunidades.”
— Camilo Santana, ministro da Educação.
O programa é organizado pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e atende cerca de 40 milhões de alunos na educação pública básica.
Com um orçamento de R$ 5,5 bilhões ao ano, a nova regra destinará aproximadamente R$ 2,4 bilhões extras para compras diretas da agricultura familiar.
Regras e cuidados adicionais
A lei exige que os alimentos entregues tenham prazo de validade que cubra no mínimo metade do tempo entre a fabricação e a data final de validade — salvo nos casos de produtos in natura vindos da agricultura familiar.
Além disso, os Conselhos de Alimentação Escolar (CAE) passam a supervisionar não só a execução orçamentária, mas também a variedade, qualidade e validade dos gêneros adquiridos.
Essa mudança reforça o compromisso do PNAE com a alimentaçāo saudável, com a sustentabilidade e com o desenvolvimento das comunidades agrícolas — consolidando o Brasil como referência em políticas de nutrição escolar.
Lula foi julgado na 1ª instância; Bolsonaro responde no STF — Blog do Muka
Política • Justiça | Atualizado em: 10 de setembro de 2025
Lula foi julgado na 1ª instância; Bolsonaro responde no STF: entenda a diferença
Montagem com Lula e Bolsonaro: diferença de competência judicial entre 1ª instância e STF.
A forma como o Judiciário brasileiro lida com ex-presidentes voltou ao centro do debate. Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi processado e condenado em primeira instância durante a Operação Lava Jato, Jair Bolsonaro (PL) responde a ações penais diretamente no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas afinal, por que essa diferença?
O caso Lula: julgamento na 1ª instância
Quando foi alvo da Operação Lava Jato, Lula já havia deixado a Presidência. Nesse contexto, ele não tinha mais direito ao chamado foro por prerrogativa de função — o foro especial que garante a chefes de Poder julgamento em tribunais superiores. Assim, os processos contra o petista tramitaram na Justiça Federal de Curitiba, sob comando do então juiz Sérgio Moro. Foi apenas depois das condenações que os recursos chegaram a instâncias superiores.
O caso Bolsonaro: processos no STF
Já Bolsonaro, mesmo após deixar o cargo, continua sendo julgado diretamente pelo STF. Em grande parte, isso ocorre porque muitas das investigações começaram enquanto ele ainda estava no exercício da Presidência e dizem respeito a atos praticados no mandato. Nesses casos, o Supremo tem entendido que deve manter a competência para assegurar a continuidade das apurações e evitar fragmentação processual.
Entre os inquéritos e ações que correm no Supremo estão apurações relacionadas a suposta organização de atos antidemocráticos, tentativas de alteração do resultado eleitoral e a propagação de notícias falsas.
Quem julga ex-presidentes?
A Constituição Federal estabelece regras claras:
Durante o mandato: o presidente só pode ser processado por crimes comuns no STF e por crimes de responsabilidade no Senado Federal (após autorização da Câmara dos Deputados).
Após o mandato: em regra, perde o foro privilegiado e passa a responder perante a Justiça de 1ª instância.
Exceção: quando os fatos têm ligação direta com o exercício da Presidência e já estavam sob análise do STF, o tribunal pode manter a competência do processo.
Dois pesos e duas medidas?
A interpretação sobre competência e conexão de processos é tema de intenso debate jurídico. Para críticos, diferenças como as observadas entre os casos de Lula e Bolsonaro passam a sensação de tratamento desigual. Por outro lado, defensores do entendimento atual afirmam que manter processos no STF quando há conexão com atos do exercício do cargo evita manobras protelatórias e preserva a integridade das investigações.
Em resumo: Lula foi julgado como cidadão comum, na 1ª instância; Bolsonaro permanece sob análise do STF porque muitas das investigações se iniciaram enquanto ele estava no exercício da Presidência e há conexão com atos do mandato.
Samuel Sleiman Mouchaileh Neto — Administrador Social, Líder Comunitário em Ponta Grossa-PR, Bacharelando em Direito e com MBA em Gestão Pública.
Autor do livro Liderança Comunitária Descomplicada.
Criado em 2016 pelos funcionários do aeroporto Gatwick em Londres, o cordão de girassol é um item utilizado para identificar pessoas que enfrentam desafios diários relacionados à saúde mental e deficiências não visíveis ou doenças raras.
As pesquisas colocam Sergio Moro na liderança, enquanto Sandro Alex concentra o apoio de Ratinho Junior e de uma ampla estrutura partidária. Os números favorecem Moro, mas a campanha governista ainda possui instrumentos para tentar modificar o cenário.
Por Samuel Sleiman Mouchaileh Neto — Muka | Atualizado em 26 de julho de 2026
Sergio Moro
Sandro Alex
Sergio Moro e Sandro Alex estão entre os principais candidatos ao Governo do Paraná. Fotos: Senado Federal e Câmara dos Deputados.
A corrida pelo Governo do Paraná entrou oficialmente em uma nova fase. No dia 25 de julho, o PSD realizou sua convenção estadual e confirmou o deputado federal Sandro Alex como candidato à sucessão do governador Ratinho Junior.
A oficialização ocorreu em um momento no qual o senador Sergio Moro, candidato do PL, mantém uma liderança expressiva nas pesquisas de intenção de voto. Ao mesmo tempo, Sandro Alex passa a contar com uma das maiores estruturas partidárias da disputa estadual.
Esse contraste ajuda a explicar o atual cenário eleitoral: Moro começa com mais votos, enquanto Sandro começa com mais estrutura política.
A vantagem de Moro é real e precisa ser reconhecida. No entanto, ainda existem fatores capazes de modificar o comportamento do eleitorado, como o início da propaganda eleitoral, os debates, a exposição dos candidatos, a avaliação do governo estadual, as alianças municipais e a capacidade de transferência de votos de Ratinho Junior.
A disputa está aberta, mas não está equilibrada neste momento. Moro é o favorito nos números; Sandro Alex tentará reduzir a diferença por meio da força política do grupo governista.
Moro possui uma liderança ampla nas pesquisas
A pesquisa mais recente do Instituto Neokemp, realizada nos dias 20 e 21 de julho de 2026, colocou Sergio Moro na liderança com 40,7% das intenções de voto.
Candidato
Partido
Intenção de voto
Sergio Moro
PL
40,7%
Requião Filho
PDT
18,6%
Sandro Alex
PSD
10,6%
Rafael Greca
MDB
9,6%
Luiz França
Missão
3,1%
Tony Garcia
DC
1,9%
No cenário sem Rafael Greca, Moro alcança 46,7%, seguido por Requião Filho, com 22%, e Sandro Alex, com 12,5%.
O levantamento ouviu 1.008 eleitores, possui margem de erro de 3,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-02941/2026.
Esses números mostram que Moro não possui apenas uma vantagem pequena ou circunstancial. Ele inicia a campanha com reconhecimento estadual e nacional, eleitorado próprio e uma posição consolidada no primeiro lugar.
Por isso, a análise mais objetiva é reconhecer que Sergio Moro é hoje o favorito na disputa pelo Palácio Iguaçu.
Requião Filho também precisa ser considerado
Embora o debate político esteja cada vez mais concentrado entre Moro e o candidato indicado por Ratinho Junior, os levantamentos mais recentes colocam Requião Filho na segunda posição.
Na Neokemp, o deputado estadual aparece com 18,6%, quase oito pontos à frente de Sandro Alex. Isso significa que o representante do PDT não pode ser ignorado na análise, especialmente diante da possibilidade de segundo turno.
Requião Filho possui um sobrenome conhecido no estado, uma base política própria e espaço para consolidar o eleitorado de oposição que não se identifica com Moro ou com o grupo governista.
Sandro Alex foi oficializado como candidato da continuidade
Convenção estadual do PSD oficializou Sandro Alex como candidato ao Governo do Paraná. Foto: Divulgação, reprodução Band Paraná.
A convenção do PSD realizada em Curitiba reuniu o governador Ratinho Junior, o vice-governador Darci Piana, o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, lideranças políticas, parlamentares e prefeitos.
Durante o evento, Sandro Alex apresentou sua candidatura como uma proposta de continuidade da administração estadual. Ratinho Junior também o apontou publicamente como o representante de seu grupo político para a sucessão.
Essa vinculação será fundamental para a estratégia governista. Sandro ainda é menos conhecido que Moro em diversas regiões do Paraná e dependerá da presença do governador para ampliar sua identificação junto ao eleitorado.
Um levantamento do Instituto IRG, realizado em junho, demonstrou o potencial dessa associação. Quando os entrevistados eram informados de que Sandro Alex tinha o apoio de Ratinho Junior, o candidato alcançava 27,5%, contra 39,1% de Moro.
Em uma simulação de segundo turno com os padrinhos políticos apresentados, Moro aparecia com 42,5% e Sandro Alex com 38,5%, resultado considerado tecnicamente mais próximo dentro da margem de erro.
Esse cenário não pode ser comparado diretamente com a Neokemp, pois os institutos utilizaram perguntas e metodologias diferentes. Ainda assim, ele indica que o apoio explícito de Ratinho Junior pode aumentar a competitividade de Sandro.
A ampla coligação é a principal força de Sandro Alex
Sandro Alex contará com o apoio direto do governador Ratinho Junior durante a campanha. Foto: Divulgação/PSD-PR.
Além do apoio do governador, a candidatura de Sandro Alex reúne uma ampla composição partidária.
Até a convenção do PSD, a aliança incluía o Republicanos, o Avante, a Federação União Progressista — formada por União Brasil e Progressistas — e a Federação PSDB-Cidadania.
Na prática, isso significa uma rede formada por prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados estaduais, deputados federais, dirigentes partidários e candidaturas proporcionais atuando em diferentes regiões.
A capilaridade municipal pode ajudar Sandro a tornar seu nome mais conhecido e a aproximar a campanha dos eleitores que ainda não acompanham a sucessão estadual.
No entanto, estrutura partidária não se transforma automaticamente em voto. Prefeitos e vereadores podem ajudar na mobilização, mas o eleitor mantém autonomia para avaliar os candidatos e votar de maneira diferente das orientações de suas lideranças locais.
O principal desafio da campanha governista será converter apoio de partidos e lideranças em intenção efetiva de voto.
A continuidade traz vantagens, mas também cobra respostas
Ser apresentado como candidato da continuidade permite a Sandro Alex reivindicar os resultados, programas, obras e investimentos realizados durante os dois mandatos de Ratinho Junior.
Entretanto, a continuidade também implica assumir o desgaste e as críticas dirigidas à atual administração.
Durante a campanha, deverão aparecer questionamentos sobre a qualidade e o atendimento de serviços públicos, a atuação de empresas estaduais, o modelo de concessões rodoviárias, os pedágios, as condições das estradas, a política educacional e a proteção dos dados utilizados nos sistemas digitais do Estado.
Entre esses temas está a Celepar, responsável por sistemas e soluções tecnológicas utilizados pela administração estadual. Em uma sociedade cada vez mais digitalizada, o tratamento de informações como CPF, documentos, e-mails, fotografias e dados de acesso exige transparência, segurança e mecanismos permanentes de fiscalização.
Essas discussões não devem ser tratadas apenas como ataques eleitorais. Elas fazem parte do direito da população de avaliar a qualidade dos serviços e cobrar compromissos concretos dos candidatos.
Sandro Alex precisará explicar quais políticas pretende manter, quais pretende aperfeiçoar e como sua eventual administração responderá aos problemas percebidos pela população.
Moro lidera, mas também possui vulnerabilidades
A liderança nas pesquisas coloca Moro em posição privilegiada, mas também faz com que ele se torne o principal alvo dos adversários.
Na pesquisa Neokemp, 27,6% dos entrevistados disseram que não votariam nele de maneira alguma. Sandro Alex apresentou rejeição de 5,3%, enquanto Requião Filho registrou 38,9%.
A comparação exige cautela. Moro e Requião são mais conhecidos, o que naturalmente produz opiniões positivas e negativas mais consolidadas. Sandro ainda pode ter sua rejeição alterada conforme aumentar sua exposição.
Moro também precisará demonstrar que sua experiência política e jurídica pode ser convertida em capacidade administrativa para comandar um estado com 399 municípios e demandas distintas nas áreas de saúde, educação, segurança, infraestrutura, desenvolvimento econômico e proteção social.
Além disso, enfrentará uma coalizão que possui o governo estadual, uma extensa base municipal e recursos políticos para questionar sua trajetória e suas propostas.
A disputa está aberta, mas Moro larga na frente
A análise equilibrada do atual momento exige reconhecer duas realidades simultâneas.
A primeira é que Sergio Moro possui uma liderança ampla e consistente. Os principais levantamentos o colocam em primeiro lugar e, neste momento, ele é o favorito.
A segunda é que Sandro Alex possui instrumentos para crescer. Ele conta com o apoio de Ratinho Junior, uma grande aliança partidária, presença municipal e uma campanha voltada a associar seu nome à atual administração.
Também não se pode desconsiderar Requião Filho, que aparece na segunda colocação da pesquisa mais recente e poderá disputar uma vaga no segundo turno.
Moro começa com os votos. Sandro Alex começa com a estrutura. Requião Filho busca consolidar a segunda posição.
As pesquisas são fotografias do momento, não sentenças definitivas sobre o resultado. A campanha eleitoral, os debates, as alianças, os acontecimentos políticos e a avaliação da população ainda poderão alterar o cenário.
Portanto, a disputa pelo Governo do Paraná continua aberta. Isso não significa que todos os candidatos estejam atualmente em condições iguais, mas que ainda há tempo e espaço político para mudanças.
A decisão final não pertence aos partidos, às lideranças, às estruturas eleitorais ou aos institutos de pesquisa.
Nota editorial: pesquisas eleitorais representam o cenário existente no período em que as entrevistas foram realizadas. Resultados de institutos diferentes não devem ser comparados isoladamente sem considerar metodologia, amostra, margem de erro, período de campo e formulação das perguntas.
Acordo busca ampliar o acesso à Justiça, proteger pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e enfrentar casos de violência política, assédio eleitoral e fraude à cota de gênero.
Parceria pretende ampliar o acesso à assistência jurídica durante o período eleitoral. Imagem: Justiça Eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, e as defensorias públicas estabeleceram uma parceria para ampliar o acesso à assistência jurídica durante as Eleições 2026. A iniciativa tem como foco candidatas, candidatos, eleitoras e eleitores que estejam em situação de vulnerabilidade econômica e não possuam condições de contratar serviços advocatícios sem comprometer o próprio sustento ou o de suas famílias.
O acordo de cooperação técnica busca aproximar a Justiça Eleitoral das defensorias públicas, criando mecanismos de orientação, encaminhamento e atendimento jurídico para pessoas que necessitem de proteção no exercício de seus direitos políticos e eleitorais.
O objetivo central da parceria é assegurar que a falta de recursos financeiros não impeça o acesso à Justiça nem deixe cidadãs e cidadãos desprotegidos durante o processo eleitoral.
Atendimento voltado às pessoas em vulnerabilidade econômica
A cooperação tem como público prioritário pessoas que não conseguem arcar com os custos de um advogado sem prejudicar as despesas essenciais de sua residência e de seus familiares.
A assistência jurídica deverá ser integral e gratuita, respeitando os critérios adotados pelas defensorias públicas. A necessidade de atendimento será analisada e comprovada conforme os procedimentos estabelecidos pelas instituições responsáveis.
Pessoas em situação de vulnerabilidade econômica estão entre o público prioritário. Imagem: Justiça Eleitoral.
Situações que terão atuação prioritária
O acordo prevê atuação prioritária das defensorias públicas em situações que possam comprometer a liberdade política, a igualdade entre candidaturas e o direito de participação no processo democrático.
Fraude à cota de gênero;
Violência política;
Assédio político;
Assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
A parceria prevê atenção prioritária a violações de direitos políticos e eleitorais. Imagem: Justiça Eleitoral.
Combate à fraude na cota de gênero
Um dos pontos destacados pela parceria é o enfrentamento à fraude à cota de gênero. A legislação eleitoral estabelece um percentual mínimo de candidaturas de cada gênero, medida criada para ampliar a participação feminina e promover maior igualdade na disputa política.
A fraude pode ocorrer quando uma candidatura é apresentada apenas formalmente para cumprir a exigência legal, sem que exista participação efetiva na campanha. Situações dessa natureza prejudicam a representatividade, comprometem a legitimidade do processo eleitoral e enfraquecem políticas destinadas à inclusão das mulheres na vida pública.
Proteção contra violência e assédio político
A violência política pode se manifestar por meio de ameaças, perseguições, intimidações, ataques, constrangimentos, discriminações ou tentativas de impedir que uma pessoa exerça livremente seus direitos políticos.
Essas práticas podem atingir candidatas, candidatos, ocupantes de cargos públicos, lideranças comunitárias, militantes, apoiadores e qualquer cidadão que participe do debate político ou manifeste determinada posição.
O fortalecimento da atuação das defensorias públicas permite que pessoas sem condições financeiras tenham orientação jurídica e possam buscar proteção diante de violações, perseguições ou tentativas de silenciamento.
Assédio eleitoral no ambiente de trabalho
O acordo também inclui a atuação em casos de assédio eleitoral no trabalho. Essa prática pode ocorrer quando empregados são pressionados, ameaçados, constrangidos ou induzidos por empregadores ou superiores hierárquicos a apoiar, votar ou deixar de votar em determinada candidatura.
A liberdade de escolha é um direito fundamental. Nenhum trabalhador deve sofrer ameaças de demissão, perda de benefícios, redução de oportunidades ou qualquer outra forma de retaliação em razão de suas preferências políticas e eleitorais.
O voto é livre e secreto. Pressionar ou constranger trabalhadores para influenciar sua decisão eleitoral pode representar grave violação de direitos.
Campanhas, cursos e ações educativas
A cooperação não ficará restrita ao atendimento de conflitos já existentes. O acordo também prevê campanhas informativas, cursos, capacitações e ações educativas destinadas à promoção da cidadania, da democracia e dos direitos eleitorais.
As atividades deverão contribuir para que candidatas, candidatos, eleitoras e eleitores conheçam seus direitos, identifiquem situações de violência ou assédio e saibam quais instituições procurar quando necessitarem de orientação ou assistência jurídica.
A informação é uma ferramenta essencial de prevenção. Quanto maior for o conhecimento da população sobre as regras eleitorais e os mecanismos de proteção, menores serão as possibilidades de intimidação, abuso de poder e violação da liberdade política.
Assistência integral e gratuita
De acordo com as informações divulgadas pela Justiça Eleitoral, os atendimentos serão realizados mediante comprovação da necessidade de atuação das defensorias públicas.
A análise deverá considerar a realidade econômica de cada pessoa e sua impossibilidade de pagar pelos serviços de um advogado sem comprometer despesas necessárias à própria sobrevivência e à manutenção familiar.
O atendimento dependerá da comprovação da necessidade de assistência jurídica gratuita. Imagem: Justiça Eleitoral.
Acesso à Justiça fortalece a democracia
A efetividade da democracia não depende somente da realização das eleições. Ela também exige que todas as pessoas tenham condições de exercer seus direitos, denunciar abusos e buscar proteção quando forem vítimas de violência, perseguição ou constrangimento.
Nesse sentido, a aproximação entre a Justiça Eleitoral e as defensorias públicas pode contribuir para reduzir desigualdades e garantir que pessoas em situação de vulnerabilidade não permaneçam desassistidas durante o processo eleitoral.
A medida também reforça a importância de eleições livres, igualitárias e protegidas contra qualquer tentativa de interferência indevida na vontade de eleitoras e eleitores.
Saiba mais
A publicação completa e as informações oficiais sobre o acordo podem ser consultadas no portal do Tribunal Superior Eleitoral.
As imagens apresentam peças institucionais da Justiça Eleitoral sobre o acordo firmado com as defensorias públicas. As artes utilizam fundo claro, elementos nas cores amarela, verde e azul e textos explicando o público atendido, as situações prioritárias e o direito à assistência jurídica integral e gratuita.
Fonte
Tribunal Superior Eleitoral – TSE. Presidente do TSE assina pacto com defensorias públicas para ampliar o acesso à Justiça.
Imagens: Justiça Eleitoral/TSE. Texto elaborado e adaptado para fins jornalísticos pelo Blog do Muka.
Sobre o autor
Samuel Sleiman Mouchaileh Neto, conhecido como Muka, é administrador, gestor ambiental, administrador social e liderança comunitária em Ponta Grossa, no Paraná.
Administrador registrado no CRA-PR sob o nº 33.049 e gestor ambiental registrado no CREA-PR sob o nº PR-230587/D, atua nas áreas de gestão pública, inovação, projetos sociais, cidadania, segurança alimentar e desenvolvimento comunitário.
É presidente do Instituto União Colônia Dona Luíza e responsável pelo Blog do Muka, espaço dedicado à informação, à fiscalização da gestão pública, à defesa de direitos e à valorização das iniciativas sociais de Ponta Grossa e dos Campos Gerais.
EUA e China juntos contra o Brasil? Tarifas apertam o país em duas frentes
Washington impõe uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros,
enquanto Pequim cobra 55% sobre a carne bovina que ultrapassar a cota anual.
As medidas não foram coordenadas, mas deixam um recado claro: quando seus
interesses estão em jogo, as grandes potências fecham seus mercados.
Por Samuel Sleiman | Blog do Muka
Publicado em 17 de julho de 2026
O Brasil está sendo pressionado comercialmente pelos dois maiores protagonistas da economia mundial.
De um lado, o governo dos Estados Unidos anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre grande parte dos produtos brasileiros. Do outro, a China
estabeleceu uma cota para a carne bovina importada do Brasil e passou a cobrar uma
sobretaxa de 55% sobre o volume que ultrapassar esse limite.
As duas decisões não fazem parte de uma ação conjunta entre Washington e Pequim. Os governos americano e chinês, inclusive, mantêm uma intensa disputa econômica e geopolítica entre si.
Entretanto, para o Brasil, o resultado prático é semelhante: menos competitividade para os produtos nacionais, pressão sobre empresas exportadoras, risco para empregos e necessidade urgente de encontrar novos mercados.
Não existe amizade automática no comércio internacional.
Estados Unidos e China defendem seus produtores quando consideram necessário. O Brasil precisa aprender a proteger seus próprios interesses sem se tornar dependente de nenhum dos dois lados.
Estados Unidos aplicam tarifa adicional de 25%
No dia 15 de julho de 2026, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, conhecido pela sigla USTR, anunciou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos originários do Brasil. [1]
A cobrança entrará em vigor a partir das 00h01 do dia 22 de julho de 2026, pelo horário da costa leste dos Estados Unidos.
Existe uma regra de transição para determinadas mercadorias que já estavam em transporte antes dessa data. [2]
A tarifa de 25% será acrescentada aos impostos que normalmente já são cobrados sobre cada produto. Isso significa que, em alguns casos, a carga total poderá ser superior aos 25% anunciados.
Entre os setores potencialmente afetados estão produtos industrializados, máquinas, móveis, calçados, açúcar, etanol, produtos de madeira e outras mercadorias brasileiras destinadas ao mercado norte-americano.
Nem todos os produtos brasileiros foram incluídos
Apesar do discurso duro do governo americano, diversas mercadorias ficaram fora da nova cobrança.
Entre as exceções citadas oficialmente pelo USTR estão:
carne bovina;
suco de laranja;
aeronaves e peças aeronáuticas;
produtos energéticos;
produtos submetidos a determinadas tarifas especiais da Seção 232;
matérias-primas sem oferta suficiente dentro dos Estados Unidos;
produtos cuja tributação poderia provocar desabastecimento ou prejuízos à economia americana.
A lista de exceções mostra que os Estados Unidos também fizeram seus próprios
cálculos. Washington evitou sobretaxar mercadorias brasileiras consideradas
necessárias para suas indústrias ou para seus consumidores. [3]
Ou seja: os americanos impuseram barreiras ao Brasil, mas procuraram preservar
aquilo que poderia fazer falta ou ficar mais caro dentro do próprio país.
Por que o governo Trump decidiu taxar o Brasil?
A decisão foi tomada depois de uma investigação iniciada em julho de 2025, com
base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.
Segundo o USTR, determinadas políticas e práticas brasileiras estariam
prejudicando ou restringindo o comércio americano.
As acusações apresentadas pelo governo dos Estados Unidos envolvem:
comércio digital e atuação das plataformas tecnológicas;
serviços de pagamentos eletrônicos;
tarifas preferenciais concedidas pelo Brasil a outros países;
fiscalização e aplicação das normas anticorrupção;
proteção da propriedade intelectual;
acesso do etanol americano ao mercado brasileiro;
combate ao desmatamento ilegal.
O governo americano afirma que realizou consultas, audiências públicas e
negociações com o Brasil antes da decisão final. De acordo com o USTR, mais de
360 manifestações foram recebidas e 77 representantes participaram das audiências
realizadas nos dias 6 e 7 de julho. [1]
Brasil considera medida injusta e prepara reação
O governo brasileiro rejeitou as acusações e classificou a medida como injusta
e politicamente motivada.
Entre as respostas em análise estão novas negociações diplomáticas, questionamentos
na Organização Mundial do Comércio e a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica.
Essa lei permite que o Brasil adote contramedidas quando outro país impõe barreiras
consideradas prejudiciais aos interesses nacionais.
Uma eventual reação, porém, deverá ser cuidadosamente construída. Aumentar
indiscriminadamente as tarifas sobre produtos americanos também poderia encarecer
máquinas, medicamentos, tecnologias, insumos e outros bens utilizados por empresas
e consumidores brasileiros.
Por isso, o governo estuda respostas envolvendo serviços, direitos de propriedade
intelectual e interesses econômicos americanos, tentando evitar uma retaliação
que provoque novos prejuízos dentro do Brasil. [4]
China fecha a porteira para a carne brasileira
A medida chinesa funciona de maneira diferente da tarifa americana.
Desde 1º de janeiro de 2026, a China aplica um sistema de cotas para a importação de carne bovina proveniente dos principais países fornecedores.
Para o Brasil, a cota estabelecida para 2026 foi de 1,106 milhão de toneladas. [5]
O produto exportado dentro desse limite permanece submetido à tributação ordinária.
Quando a quantidade ultrapassa a cota, passa a ser cobrada uma tarifa adicional
de 55%.
Segundo o Departamento de Economia Rural do Paraná, o Deral, essa sobretaxa é
adicionada à alíquota de 12% normalmente incidente sobre a carne, levando a
tributação nominal do volume excedente a até 67%. [6]
Na prática, uma cobrança desse tamanho pode eliminar a margem dos frigoríficos e tornar muitos negócios economicamente inviáveis.
A China não tomou a medida apenas contra o Brasil
É importante esclarecer que a salvaguarda chinesa não foi criada exclusivamente contra os produtos brasileiros.
O mecanismo também atinge fornecedores como Austrália, Argentina, Uruguai,Nova Zelândia e Estados Unidos.
A China afirma que a importação em grande escala estaria prejudicando seus
pecuaristas e pressionando os preços internos. Por esse motivo, Pequim decidiu
limitar as compras externas e proteger sua própria produção.
A medida foi estabelecida inicialmente por três anos. A cota brasileira deverá
subir gradualmente para 1,128 milhão de toneladas em 2027 e 1,151 milhão de toneladas em 2028. [5]
Por que o impacto é tão grande para o Brasil?
O Brasil se tornou extremamente dependente do mercado chinês para vender sua carne bovina.
Em 2025, aproximadamente 53% de toda a carne bovina exportada pelo país teve
a China como destino. Os embarques ao mercado chinês ficaram próximos de
1,7 milhão de toneladas, volume muito superior à cota permitida para 2026. [5]
Isso significa que, para evitar a tarifa de 55%, os frigoríficos brasileiros
precisam reduzir significativamente os embarques ou encontrar outros compradores.
O problema é que atualmente não existe outro mercado capaz de substituir a China
no mesmo volume e com a mesma velocidade.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, a Abiec, estimou
que as exportações brasileiras de carne bovina podem cair aproximadamente 10%
em 2026 por causa da restrição chinesa. [7]
Impactos já chegam ao Paraná
O Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura do Paraná informou, em boletim publicado no dia 16 de julho, que o preenchimento da cota chinesa já reduziu o ritmo das negociações no mercado brasileiro do boi gordo.
No momento da elaboração do boletim, a arroba bovina estava cotada em R$ 328,10, acumulando uma queda de 2,5% no mês. [8]
Segundo o Deral, os frigoríficos habilitados a exportar para a China são os mais diretamente atingidos. Parte da carne que deixará de ser enviada ao mercado chinês deverá ser redirecionada ao consumo interno.
Esse movimento pode aumentar a oferta nos supermercados e provocar alguma nos preços nas próximas semanas.
Entretanto, o próprio órgão estadual alerta que os preços ainda permanecem
elevados. Em junho, os cortes dianteiros e traseiros apresentavam altas de 10%
e 14%, respectivamente, na comparação com o mesmo período de 2025. [8]
A carne ficará mais barata para o consumidor?
Existe a possibilidade de algum recuo, especialmente se uma quantidade maior de carne destinada à exportação permanecer no Brasil.
Isso não significa, porém, que a queda chegará imediatamente ou integralmente aos supermercados.
O preço pago pelo consumidor também depende de fatores como:
custo do gado;
alimentação dos animais;
energia elétrica;
combustíveis e transporte;
processamento industrial;
tributação;
margens de frigoríficos, distribuidores e supermercados.
Além disso, uma redução prolongada no preço pago aos pecuaristas pode desestimular
a produção. Se houver menor oferta no futuro, os preços poderão voltar a subir.
As duas tarifas não são iguais
Comparar apenas os percentuais de 25% e 55% pode levar a uma conclusão errada.
A tarifa dos Estados Unidos possui alcance mais amplo e atinge diferentes produtos
brasileiros. A medida foi tomada diretamente contra o Brasil depois de uma investigação comercial.
A medida chinesa, por outro lado, está concentrada na carne bovina que ultrapassar
a cota anual. Ela também é aplicada a outros países exportadores.
Dentro do setor pecuário, contudo, o impacto da China pode ser mais intenso,
porque o mercado chinês recebe praticamente metade da carne exportada pelo Brasil.
Entenda a diferença:
Estados Unidos: tarifa adicional de 25% sobre grande parte
dos produtos brasileiros, com uma lista de exceções.
China: tarifa adicional de 55% apenas sobre a carne bovina
que ultrapassar a cota anual destinada ao Brasil.
Conclusão: são barreiras diferentes, adotadas por motivos
diferentes e sem evidência de coordenação entre os dois governos.
O Brasil virou refém de seus grandes compradores?
Durante anos, diferentes governos brasileiros comemoraram recordes de exportação para os Estados Unidos e para a China.
Esse crescimento trouxe dólares, investimentos, produção e empregos. Mas também aumentou a dependência de poucos mercados.
A China é fundamental para a venda de soja, minério de ferro, petróleo e carnes.
Os Estados Unidos, por sua vez, possuem grande importância para produtos
industrializados, máquinas, aeronaves, tecnologia e mercadorias de maior valor agregado.
Quando um desses países fecha parte do mercado, diversos setores brasileiros
sentem os efeitos quase imediatamente.
Quando os dois adotam barreiras em um mesmo período, o problema fica ainda mais
visível.
O Brasil não precisa escolher entre Estados Unidos e China
O debate não deveria ser reduzido a escolher um lado.
O Brasil precisa manter relações comerciais com Estados Unidos, China, União
Europeia, América Latina, África, Oriente Médio e demais mercados.
Quanto maior a diversidade de compradores, menor será o risco de uma decisão
estrangeira provocar uma crise dentro do país.
Também é necessário vender mais do que matérias-primas. O Brasil precisa agregar
valor à sua produção, fortalecer a indústria, investir em tecnologia e exportar produtos processados.
Exportar soja, carne e minério é importante. Mas exportar alimentos industrializados,
máquinas, softwares, medicamentos, aeronaves e tecnologias gera mais renda e empregos qualificados.
O ponto do Muka
As tarifas impostas pelos Estados Unidos e pela China mostram que nenhuma
potência coloca os interesses brasileiros acima dos seus próprios interesses.
Washington protege suas empresas. Pequim protege seus pecuaristas. Cada lado utiliza seu poder econômico para negociar e pressionar.
O Brasil precisa abandonar a ilusão de que alinhamento político ou proximidade
ideológica garantem portas abertas no comércio internacional.
Não precisamos ser inimigos dos Estados Unidos nem da China. Precisamos negociar com os dois, respeitar os dois e, principalmente, fazer com que os dois respeitem o Brasil.
Em relações internacionais, não existem amigos permanentes. Existem
interesses permanentes.
Bibliografia e fontes consultadas
UNITED STATES TRADE REPRESENTATIVE – USTR.
USTR Section 301 Action on Brazil’s Unreasonable Acts, Policies,
and Practices.
UNITED STATES TRADE REPRESENTATIVE – USTR.
Fact Sheet: President Trump Directs USTR Section 301 Action in
Response to Brazil’s Unreasonable Acts, Policies, and Practices.
SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO DO PARANÁ –
SEAB.
Boletim Conjuntural – Semana 27 de 2026.
Departamento de Economia Rural – Deral.
Publicado em 2 de julho de 2026.
Disponível em:
Deral – cota chinesa e tarifa sobre a carne bovina .
Acesso em: 17 jul. 2026.
REUTERS.
Brazil’s beef exports could drop 10% in 2026 due to Chinese tariffs,
says lobby ABIEC.
Começa o período das convenções partidárias, encontros nos quais os partidos definem oficialmente seus candidatos, alianças e estratégias para a disputa de outubro.
As convenções poderão ser realizadas até o dia 5 de agosto. É nesse período que os nomes apresentados até agora como pré-candidatos precisam receber a aprovação oficial de suas legendas.
É hora de colocar os nomes na mesa
As convenções partidárias funcionam como assembleias deliberativas. Nelas, dirigentes, delegados e demais integrantes autorizados pelas regras internas de cada partido decidem quem representará a legenda nas eleições.
Além da escolha dos candidatos, os encontros também são utilizados para definir a composição das chapas, formalizar alianças permitidas pela legislação e organizar a estratégia partidária para a campanha.
Até a realização da convenção, os interessados em disputar a eleição são considerados apenas pré-candidatos.
É a partir da convenção que os partidos começam a transformar articulações políticas em decisões oficiais.
Escolha do partido não garante candidatura
Ser aprovado em uma convenção partidária é uma etapa indispensável, mas não significa que a candidatura já esteja garantida.
Depois do encontro, o partido deve elaborar a ata da convenção e apresentar o pedido de registro à Justiça Eleitoral. O nome escolhido somente poderá concorrer após a análise e o deferimento desse registro.
Na prática, a convenção representa a decisão política da legenda. Já o registro é o controle jurídico realizado pela Justiça Eleitoral.
O que pode impedir um candidato de concorrer?
Mesmo depois de escolhido pelo partido, o registro de uma candidatura poderá ser negado por diferentes motivos, entre eles:
ausência de alguma condição de elegibilidade;
existência de causa de inelegibilidade;
irregularidades na documentação apresentada;
impugnação feita pelo Ministério Público, por partidos ou adversários;
cancelamento ou substituição nas hipóteses previstas em lei.
Somente após a decisão da Justiça Eleitoral o candidato estará efetivamente autorizado a participar da disputa.
Acordos geralmente são definidos nos bastidores
Apesar de a convenção ser o momento oficial da escolha, muitos partidos chegam ao encontro com seus principais nomes e alianças previamente acertados.
Durante a pré-campanha, lideranças partidárias negociam espaços, constroem chapas e tentam administrar divergências internas. Por isso, em muitos casos, a convenção funciona como uma homologação pública de decisões tomadas anteriormente.
Isso não impede, porém, que ocorram disputas internas, desistências ou mudanças de última hora.
Quem pode participar das convenções?
Não existe um modelo único. A composição da convenção depende do estatuto e das normas internas de cada partido.
Normalmente, podem participar e votar:
integrantes dos diretórios partidários;
delegados escolhidos pela legenda;
parlamentares filiados;
membros de comissões partidárias;
outros convencionais previstos no estatuto do partido.
Cidadãos comuns podem acompanhar as convenções quando os encontros forem abertos ao público, mas não possuem direito de voto, salvo quando integram formalmente o colégio de convencionais da legenda.
Disputa começa a ganhar nomes oficiais
Com o início das convenções, as especulações começam a dar lugar às definições. Os próximos dias deverão ser marcados por anúncios, alianças, desistências, mudanças de chapa e possíveis surpresas nos bastidores.
A campanha eleitoral ainda depende das etapas previstas no calendário oficial, mas a disputa pelos espaços nas urnas já entra em seu momento mais intenso.
Agora, os partidos terão que mostrar quem realmente está no jogo.
Comando oculto em petição apresentada em nome de deputado do PT acende alerta no TCE-PR
Instruções invisíveis buscavam classificar o processo como urgente, indicar conselheiros e produzir um resumo favorável à concessão de liminar. O Tribunal afirma que seus mecanismos de segurança impediram qualquer interferência.
Por Samuel Sleiman Mouchaileh Neto 11 de julho de 2026 Leitura estimada: 6 minutos
Uma petição apresentada ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná em nome do deputado estadual Arilson Chiorato, do PT, continha comandos ocultos destinados a influenciar a maneira como sistemas de inteligência artificial analisariam e distribuiriam o processo.
O documento questionava atos relacionados ao programa Olho Vivo, iniciativa do Governo do Paraná baseada no monitoramento por câmeras inteligentes. Entretanto, além dos argumentos jurídicos visíveis, a petição trazia instruções escritas em letras minúsculas e na mesma cor do fundo das páginas.
A técnica é conhecida como prompt injection, ou injeção de comandos. Seu objetivo é inserir instruções dentro de um conteúdo para que elas sejam interpretadas por uma ferramenta de inteligência artificial, mesmo que permaneçam praticamente imperceptíveis para uma pessoa que esteja lendo o arquivo normalmente.
O que o comando oculto pretendia fazer?
Conforme as informações divulgadas, as instruções escondidas orientavam uma eventual ferramenta automatizada a ignorar os procedimentos regulares de sumarização e distribuição.
O texto determinava que a petição fosse classificada como de “urgência máxima”, indicava os nomes de conselheiros que deveriam receber o processo e orientava a produção de um resumo afirmando que a liminar deveria ser deferida imediatamente.
Portanto, não se tratava de uma observação técnica inocente, de uma marcação editorial ou de um simples erro de formatação. O conteúdo escondido buscava produzir uma resposta favorável e interferir em etapas sensíveis da tramitação institucional.
Um documento oficial não pode conter instruções invisíveis destinadas a induzir sistemas públicos a produzir uma conclusão previamente escolhida.
Análise do Blog do Muka
TCE-PR afirma que tentativa foi bloqueada
O Tribunal de Contas informou que seus mecanismos de segurança e controle identificaram a presença do comando e impediram qualquer influência sobre a tramitação.
A distribuição foi realizada normalmente por sorteio eletrônico. O processo ficou sob responsabilidade do conselheiro Fernando Guimarães, que não estava entre os nomes indicados no conteúdo escondido. Até a divulgação do episódio, nenhuma liminar havia sido concedida.
O TCE-PR também declarou que a responsabilidade pela inserção dos comandos será apurada e que os órgãos competentes serão comunicados para a adoção das providências cabíveis.
Por que o prompt injection é perigoso?
Sistemas de inteligência artificial recebem instruções para classificar, resumir e interpretar informações. Uma injeção de comandos tenta fazer com que uma orientação maliciosa, escondida dentro de um arquivo, prevaleça sobre as regras do sistema.
Em órgãos públicos, esse risco pode comprometer a impessoalidade, a segurança da informação, a rastreabilidade dos atos e a confiança da sociedade nas decisões institucionais.
Deputado e advogado dizem desconhecer a inserção
Arilson Chiorato afirmou desconhecer o uso de qualquer comando de direcionamento no documento. O advogado Vinicius de Oliveira, responsável pelo protocolo da petição, também declarou não ter conhecimento da instrução escondida.
Segundo o parlamentar, o processo segue sua tramitação normal e a controvérsia não deveria desviar a atenção das denúncias apresentadas por ele em relação ao programa Olho Vivo.
Essa manifestação precisa ser registrada. Até o momento, está confirmada a existência do conteúdo oculto, mas a autoria de sua inserção e a responsabilidade individual ainda dependem de investigação.
A prudência jornalística exige que não se faça uma condenação antecipada. A mesma prudência, porém, não permite tratar o episódio como algo irrelevante.
A gravidade institucional do episódio
A administração pública é orientada por princípios como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Qualquer tentativa de direcionar artificialmente a distribuição ou a análise de um processo atinge diretamente esses fundamentos.
Ainda que o comando não tenha surtido efeito, sua existência revela um novo tipo de risco. À medida que tribunais e órgãos públicos incorporam sistemas automatizados, documentos externos podem ser preparados para explorar vulnerabilidades dessas ferramentas.
O próprio TCE-PR instituiu, em junho de 2026, sua Política de Governança de Inteligência Artificial. A normativa estabelece diretrizes de uso responsável, ético, seguro e transparente, com prioridade para a proteção de dados, a segurança e a supervisão humana.
O fato de os controles do Tribunal terem funcionado é positivo. Contudo, bloquear a interferência não encerra o assunto. É necessário identificar como o conteúdo entrou no documento, quem teve acesso ao arquivo final e se a mesma técnica foi utilizada em outros processos.
Análise editorial
A mesma régua precisa valer para todos
Quando suspeitas graves envolvem políticos identificados com a direita, é comum observar uma intensa sequência de manchetes, comentários, cobranças e repercussões. Esse rigor não é um problema. Fiscalizar o poder é uma das funções essenciais da imprensa.
O problema surge quando a intensidade da fiscalização parece variar conforme o partido ou o campo político dos envolvidos.
Um documento apresentado em nome de uma liderança do PT continha comandos destinados a influenciar sistemas utilizados por um órgão de controle. Isso merece acompanhamento contínuo, investigação transparente e cobrança pública proporcional à gravidade do fato.
A crítica não deve ser construída sobre condenações antecipadas, nem sobre ataques pessoais. Ela deve se apoiar em um princípio simples: a imprensa, as instituições e a sociedade precisam utilizar a mesma régua para todos.
Se a tentativa de interferência tivesse ocorrido em uma petição apresentada em nome de um parlamentar de direita, certamente haveria forte repercussão e questionamentos legítimos. O mesmo padrão de interesse público deve ser aplicado quando o episódio envolve uma liderança da esquerda.
Democracia não combina com seletividade. A gravidade de um acontecimento não muda de acordo com a sigla partidária de quem aparece no processo.
O que a investigação precisa esclarecer?
O primeiro ponto é identificar quem produziu a versão final da petição e quem efetivamente inseriu as instruções escondidas. Também será necessário verificar se o conteúdo foi acrescentado de maneira intencional, se houve participação de terceiros e quem tinha acesso ao arquivo antes do protocolo.
Outro questionamento importante é saber se documentos semelhantes já foram encaminhados ao próprio TCE-PR ou a outros órgãos públicos.
A investigação deve preservar o direito de defesa dos envolvidos, mas precisa ser completa, técnica e pública. A ausência de efeitos concretos não elimina a necessidade de responsabilização caso fique comprovada uma conduta deliberada.
Inteligência artificial exige responsabilidade humana
A inteligência artificial pode ampliar a produtividade, facilitar a leitura de documentos extensos e auxiliar a fiscalização dos recursos públicos. Entretanto, nenhuma ferramenta deve substituir a análise crítica, a supervisão humana e a responsabilidade dos agentes envolvidos.
O episódio do TCE-PR demonstra que o avanço tecnológico precisa ser acompanhado por protocolos de segurança, auditoria permanente, registro das decisões e mecanismos capazes de identificar tentativas de manipulação.
A tecnologia evoluiu. Os mecanismos de controle também precisam evoluir — e a cobrança da sociedade não pode escolher lado.
Nota de transparência: esta matéria foi produzida com base em informações públicas disponíveis até 11 de julho de 2026. A existência dos comandos ocultos foi confirmada pelo TCE-PR. A autoria da inserção e as responsabilidades individuais permanecem em apuração. O parlamentar e o advogado responsável pelo protocolo afirmam desconhecer a inclusão.
Administrador registrado no CRA-PR sob o nº 33.049 e gestor ambiental registrado no CREA-PR sob o nº PR-230587/D. Possui formação e especializações nas áreas de gestão pública, pessoas, inovação, inteligência de dados e inteligência artificial.
Atua em projetos sociais, gestão pública, inovação, terceiro setor e liderança comunitária em Ponta Grossa. É presidente do Instituto União Colônia Dona Luiza e autor dos livros Além das Pedras e Liderança Comunitária Descomplicada.
Existe uma dor que não aparece no exame.
Existe um cansaço que não passa com uma noite de sono.
E existe um olhar que muitos interpretam como “desânimo”, mas que na verdade é resistência.
A fibromialgia é uma das condições mais incompreendidas da atualidade. Ela não sangra, nem “aparece” como muitos esperam.
Mas consome energia, foco, sono e qualidade de vida.
Muita gente ainda diz: “É psicológico.” • “Você parece normal.” • “Todo mundo sente dor.”
Por isso, às vezes, a melhor forma de explicar é por imagens mentais — não para dramatizar, mas para gerar empatia.
Um detalhe que muita gente não sabe: sono não reparador e sonhos vívidos
Não é raro acordar com a sensação de ter “vivido” a noite inteira: sonhos intensos, sono fragmentado, corpo pesado e mente cansada.
Para quem tem fibromialgia, dormir nem sempre significa descansar.
20 maneiras de imaginar como é
1. Imagine a pior gripe da sua vida… multiplicada. Agora some a sensação de ter sido atropelado.
2. Imagine correr 10 km gripado. E no dia seguinte esperarem que você repita como se nada fosse.
3. A dor muda de lugar. Quando você se acostuma com uma, ela aparece em outro ponto.
4. Como um “homem de lata”: todas as juntas precisando de óleo — e alguém colocando calor nos músculos.
5. Um dia você se sente prisioneiro do próprio corpo: quer fazer, mas o corpo negocia cada passo.
6. Como ter levado pancadas invisíveis: músculos doloridos, tensão constante, rigidez.
7. Pontadas aleatórias: como se algo estivesse cutucando nervos e articulações sem aviso.
8. Ressaca, gripe e exaustão… ao mesmo tempo.
9. Como se alguém apertasse seus músculos por dentro, sem você conseguir impedir.
10. Uma mochila pesada nos ombros o dia inteiro — e o corpo “pede” para deitar.
11. Estar cansado e ainda assim não conseguir dormir direito. O cérebro não desliga.
12. Tarefas simples viram maratona: banho, roupa, cabelo… e depois precisa descansar.
13. Pele sensível ao toque, frio que dói, cheiros que incomodam. O corpo fica hiperreativo.
14. Dor que queima — como se viesse de dentro para fora.
15. Uma ladra de energia: você nunca sabe como vai acordar. Não há dois dias iguais.
16. Sensação de músculos sendo puxados e tensionados por dentro, sem descanso.
17. Névoa mental: perde palavras no meio da frase, esquece o que ia dizer, confunde horários.
18. Nas crises, parece ácido queimando por dentro. Nos dias “normais”, a dor fica no fundo, te limitando.
19. Como estar sendo puxado em direções opostas: articulações instáveis, corpo desalinhado, exaustão.
20. Acordar cansado — mesmo depois de “dormir”. É o famoso sono não reparador.
O que ninguém vê
O mais difícil não é só a dor. É parecer normal.
É ser julgado. É ouvir que é “frescura”. É se sentir culpado por não render como antes.
Fibromialgia é reconhecida pela medicina e envolve alterações reais na forma como o sistema nervoso processa dor e estímulos.
A pessoa não está “inventando”. Ela está sobrevivendo.
Um recado final
Nem todo dia é igual. Há dias bons, dias suportáveis e dias difíceis.
Mas todos exigem uma coisa: coragem.
Se você convive com fibromialgia, saiba: você não está sozinho.
E se você conhece alguém que convive, talvez hoje você tenha entendido um pouco mais. Empatia também é tratamento.
Se esse texto te ajudou, compartilhe com alguém que precisa entender o que não aparece no exame, mas aparece no olhar.
Assinatura:
Samuel Sleiman • Administrador Social (CRA-PR 33.049) • Ponta Grossa/PR